| |

Do campo para a cidade grandeA empresa inglesa Quiet Revolution adapta as turbinas eólicas ao ambiente urbano de ventos fracos e inconstantesQuando se fala em energia eólica, a imagem que vem em mente é de grandes instalações em áreas rurais, longe de tudo e de todos. Na visão dos diretores da empresa Quiet Revolution, da Inglaterra, esse é um fato um tanto irônico, já que os principais usuários de energia estão nas cidades. Além disso, parte da geração é perdida durante sua transmissão, sem falar que para obter a energia é preciso contar com ventos fortes e de direção estável que cheguem às turbinas sem encontrar obstruções, cenário que não é visto nos centros urbanos. Para essas questões, a empresa acredita ter a solução: criou a quietrevolution, uma tecnologia para a microgeração renovável. Diferentemente das turbinas eólicas convencionais, a quietrevolution tem eixo vertical e três hélices, além de três lâminas em forma de S que minimizam o... Prédios inteligentes despontam no BrasilSurgem os primeiros edifícios sustentáveis em São Paulo e Rio de Janeiro, com certificação internacionalA preocupação ambiental começa a se estender à construção civil no Brasil. Além de casas erguidas com materiais ecologicamente corretos, surgem os primeiros edifícios comerciais e residenciais sustentáveis. O movimento é tímido, mas dois empreendimentos de grande porte prometem ficar prontos até o final de 2007. Em São Paulo, na zona sul, serão entregues uma das quatro torres do complexo de escritórios de alto padrão - o Rochaverá Corporate Towers -, e o Eldorado Business Tower, com seus 32 andares, idealizados pelas incorporadoras Thisman Speyer e Gafisa, respectivamente. O Rio de Janeiro também contará com seu primeiro exemplar, o Ventura Corporate Towers, ainda em obras. A grande novidade, porém, são dois prédios residenciais que já foram lançados, um no bairro paulistano Cambuci, o Ecolife Independência, e o carioca Ecolife Freguesia. Em ambos, a entrega das chaves está prevista para 2009... UTOPIA?A procura por alternativas no setor de construção faz com que duas idéias vindas da Europa não sejam tão impossíveis quanto parecemUma cidade inteira abastecida essencialmente com hidrogênio. Um prédio que altera sua forma exterior por meio da movimentação dos andares. Seriam duas novas tecnologias que parecem estar ainda muito distantes da concretização? Nem tanto. Um grupo de companhias e instituições da Dinamarca, representado pelo Centro de Inovação e Pesquisa em Hidrogênio (HIRC, na sigla em inglês), lançou no ano passado a proposta de construir, em algum lugar do país europeu, uma “cidade de hidrogênio”. No mesmo continente, mas desta vez na Itália, designers, arquitetos e outros profissionais da construção projetaram um edifício feito de andares independentes que, num movimento de rotação impulsionado pela força do vento, alteram a aparência do prédio... Sombra, não. LuzDurante a Semana de Design de Viena, em outubro, o designer inglês Ross Lovegrove revelou ao público uma árvore que não oferece sombra a quem passa por ela, mas sim luz. Ele criou a Solar Tree (“árvore solar”), obra exposta em frente ao Museu de Artes Aplicadas e Arte Contemporânea (MAK), em Viena, na Áustria. A estrutura usa energia solar para iluminar a rua do MAK – cada “galho” é composto de um cano de aço que segura uma lâmpada, para a qual há 38 células solares conectadas a um sistema de bateria... Ecocidade na China será totalmente neutra em carbonoParadoxalmente, um dos países com as maiores taxas de poluição do mundo deverá ter a primeira ecocidade do mundo – Dongtan, próxima de Shanghai, na China. Localizada em Chongming, a terceira maior ilha do país, na saída do rio Yangtze, será provavelmente modelo para o desenvolvimento de cidades ambientalmente amigáveis, como um bairro que possui as mesmas características criado em Estocolmo, na Suécia. Hammarby Sjostad, uma antiga área industrial na capital sueca, é uma vizinhança com 10.000 moradores que possuem casas adaptadas para não emitir carbono. Os telhados são verdes, possuem painéis solares, os produtos usados na construção são ambientalmente corretos e o sistema de coleta de lixo é integrado e subterrâneo.
O projeto chinês é ainda mais desafiador, pois prevê abrigar meio milhão de pessoas e um ambiente com zero emissões... |