Home > Português > Edição Atual

 

   

 

 

   
 

Artigo

A culpa é nossa!

migos, sou carioca e trabalho no Rio, portanto, também sofri as agruras da quarta-feira 24 de outubro, de trânsito caótico, ruas alagadas e túnel Rebouças fechado.
A razão desta mensagem é relativizar a culpa das mudanças climáticas neste cenário e acentuar nossa incompetência histórica para resolver problemas antigos, que se agravam e que dizem respeito ao planejamento da cidade.
Redes de drenagem ineficientes, ocupação desordenada das encostas, falta de transporte público de qualidade são alguns dos problemas que não conseguimos resolver ainda e que eclodem quando uma chuva mais forte – convenhamos, uma chuva forte é algo absolutamente previsível – expõe de forma constrangedora nossas fragilidades.
O aquecimento global está aí. A mudança do ciclo da chuva é um efeito das mudanças climáticas. Mas a razão desse caos experimentado hoje no Rio de Janeiro é a nossa brutal leniência em promover...

Impacto nas áreas urbanas de preservação

No mês de setembro, na qualidade de consultor técnico da revista EcoSpy, acompanhei o evento APP-Urbana 2007, realizado na Faculdade de Urbanismo da Universidade de São Paulo. Lá, técnicos multidisciplinares debateram as questões referentes ao uso das áreas urbanas de preservação permanente, as quais margeiam os rios e os córregos que atravessam as cidades.
Entre outros assuntos, foi abordada a questão da legitimidade da Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) 369/06 e do Decreto Estadual 49.566/05, que dispuseram sobre os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou a supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP).
Em julho de 2005, a constitucionalidade dessa norma foi contestada pelo Ministério Público. Num primeiro momento foi deferida a liminar, cassada logo em seguida por decisão do...

Iluminação na política, não nas cataratas!

Causa estupor a notícia do desejo da prefeitura de Foz do Iguaçu de transformar o belíssimo espetáculo natural das cataratas numa Disney tupiniquim por meio de um plano para iluminar as cachoeiras, criando jogos de luzes e cores, numa versão hollywoodiana high-tech.
Preocupa mais ainda quando a administração de parques da Argentina é obrigada a intervir, por receio de que as cataratas possam perder o status de Patrimônio Mundial da Humanidade, assim como seu papel de monumento da natureza, por aparentar-se com um parque de diversões, um Playcenter da Mata Atlântica.
Essa barbárie ambiental mostra, mais uma vez, quanto nosso sistema de gestão de parques e áreas protegidas é ultrapassado e não atende à dinâmica e às necessidades da sociedade...

Ecologia industrial

As práticas de produção mais limpa, ecoeficiência e prevenção à poluição já se encontram disseminadas por várias empresas.
A analogia entre sistemas industriais com os ecossistemas permite agora um passo além: fechar os ciclos de materiais e energia com a formação de uma ecorrede que “imita” os ciclos biológicos fechados.
Na ecologia industrial o objeto de estudo é a inter-relação entre empresas, entre seus produtos e processos em escala local, regional e global. O objetivo da ecologia industrial é estabelecer o total uso/reúso de reservas para que o sistema não descarte nenhum resíduo, ou seja, emissão zero.
O exemplo clássico mais conhecido é o parque industrial de Kalundborg, na Dinamarca, onde as empresas que compõem o parque são altamente integradas, utilizando resíduos umas das outras como fonte de energia e de matéria-prima...