Para onde estamos indo? Ao desconhecido, é claro. E, por mais que acreditemos ter o controle dos acontecimentos, estamos sempre à mercê do acaso. É claro que o acaso também nos traz felicidade. Há quem diga que é exatamente esse o sentido da vida: desvendar o desconhecido. E desconhecidas parecem ser também as soluções climáticas. Mas os embates entre os cientistas sobre o aquecimento global ser ou não antropogênico – induzido pelo homem – não o isentam dessa situação ambiental. O simples fato de que em menos de 20 anos teremos mais 3 bilhões de habitantes no planeta por si só já é motivo de alerta. A escassez de matéria-prima, de cultura e de honestidade, se alinhada ao ritmo do crescimento populacional e ocupacional do globo, já requer uma mudança drástica de direção, com ou sem aquecimento global. E, se o aquecimento não é causado pelo homem, o erro de termos acreditado que sim parece bem acertado, pois trouxe uma série de atitudes socioambientais positivas. Para falar sobre o assunto, entrevistamos Carlos Afonso Nobre, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), na página 14.
E qual a direção na questão habitacional? É certo que não voltaremos para cima das árvores, a não ser que se perca o trem da evolução na ecatombe de uma guerra nuclear ou coisa assim, pois o ser humano adquiriu conhecimentos tecnológicos para construir moradias sustentáveis. Basta implantá-las com certa urgência, pois o setor da construção civil no mundo moderno é responsável por quase metade de toda a poluição do planeta, assim como pelo consumo de matéria-prima. Veja na página 26 os novos rumos do setor habitacional.
A indústria mundial de eletrônicos, que evolui a cada dia, também busca caminhos para solucionar seus problemas de reciclagem (pág. 46).
A exemplo da evolução dos eletrônicos, o ecoturismo está evoluindo para os eco lodges, com uma proposta mais sofisticada de contato com a natureza (pág. 52). E, na página 58, leia sobre os rios voadores, que levam água a toda a América do Sul.
Boa leitura!



